Homofobia no Colégio Estadual Onofre Pires

 Pessoal, peço que esta matéria seja repassada e publicada em todos os veículos possíveis. Não podemos nos omitir diante da dor e do sofrimento do outro!!!

A denúncia de agressão física e de bullying sofrida por um adolescente de 15 anos que diz ser homossexual, está chocando a comunidade santo-angelense e missioneira.

O assunto foi tornado público na manhã de quinta-feira (15) no programa Rádio Visão, da Super Rádio Santo Ângelo. A reportagem conversou com a diretora da Escola Estadual Onofre Pires, professora Rosane Pedrazza, onde ocorreu o fato, com o coordenador regional de Educação da 14ª CRE, Adelino Seibt, e com o pai do aluno que sofreu as agressões.

O fato aconteceu no final da aula de terça-feira (13), quando os estudantes já estavam na rua em frente à escola. O pai denúncia que seu filho começou a sofrer bullying dentro da sala de aula, por vários colegas de turma e até de professores.

Na saída do colégio, o adolescente que se qualifica como ‘gay’, disse que foi enfrentado por colegas. Chegou a puxar um lápis da mochila para se defender, porém recebeu uma rasteira, caindo ao chão, onde foi agredido com socos e ponta pés.

A vitima relata que foi socorrido por populares e também por professores e pela própria diretora da escola. A professora Rosane Pedrazza encaminhou o aluno até a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) onde foi registrado boletim de ocorrência.

A delegada Elaine Maria da Silva, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, disse em entrevista a Super Rádio Santo Ângelo que está abrindo inquérito para investigar o ocorrido.

Segundo ela, pelo relato feito pela vítima, o jovem acabou sofrendo os crimes de preconceito, discriminação e lesões corporais. A delegada Elaine da Silva, pretende nos próximos dias ouvir a direção da escola, os pais dos alunos envolvidos, os professores e os alunos da turma.

O coordenador regional da 14ª CRE, Adelino Seibt, na entrevista no programa Rádio Visão, repudiou o fato e disse que a direção da escola está tomando todas as medidas cabíveis. Ele diz que as escolas públicas trabalham pela inclusão e respeito pela diversidade, para fazer com que todos se sintam bem na escola.

A reunião da direção da escola com os pais dos alunos vitima e agressor, foi lavrado em ata, e agora a direção da escola irá tomar as sanções com base no seu regimento interno.

Conforme Adelino Seibt, entre as punições está a suspensão ou até mesmo a transferência do estudante para outra escola. Outra determinação que será adotada pela direção do colégio Onofre Pires, será uma reunião com todos os professores, enfocando os temas diversidade, inclusão e bullying.

Esses temas também serão estendidos para as demais escolas da rede pública estadual de Santo Ângelo. O pai do aluno durante contato com a reportagem da Super Rádio Santo Ângelo, afirmou que o conflito começou há cerca de uns quinze dias, depois que num debate em sala de aula, seu filho se mostrou favorável às ONGs que defendem o direito dos homossexuais.

“O colega não gostou da sua manifestação e passou a ameaçá-lo, inclusive com atritos durante o recreio. O agressor disse que não gostou do que seu filho tinha falado e que na saída do colégio ia fazer acerto de contas”, conta ele.

Ainda segundo o pai, na saída da sala de aula seu filho com medo pediu para uma professora da disciplina de física segurar ele um pouco mais no colégio, porque tinha um jovem querendo lhe bater, o que foi ignorado pela docente. O pai disse à reportagem que seu filho afirmou que a diretora foi muito sensível e atenciosa com ele e interessada na situação.

Segundo ele, a família agora vai iniciar um tratamento psicológico com o menino que está traumatizado, e outra providência será sua transferência para uma escola particular. Ele espera que seja dada uma punição cabível ao aluno agressor, mas com tolerância, pois se trata de um jovem que precisa melhor compreender o respeito às diferenças.

Para encerrar o pai do jovem lamenta que nos dias de hoje ainda aconteçam fatos como esse e observa que esse tipo de violência esteja aumentando, conforme estatísticas divulgas pela imprensa. Ele considera deplorável essa atitude e não entende porque as pessoas não sabem conviver com as diferenças.

O coordenador de Educação, Adelino Seibt, diz que o episódio também está sendo tratado pelo Programa de Prevenção a Violência (PPV) na escola pública.

Por Paulo Renato

Fonte: Rádio Santo Ângelo

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Assinem : Mudança da madrinha da Parada Gay de Salvador!

Ao Grupo Gay da Bahia

Neste ato, nós militantes em defesa da plena cidadania e igualdade de direitos LGBTs, envolvidos na luta pelo combate a homofobia e a transfobia, solicitamos ao prof. dr. Luiz Mott e demais representantes do GGB (Grupo Gay da Bahia), pessoas com admirável histórico de luta, de reconhecido esforço e incansáveis na defesa dos direitos humanos dos homossexuais no Brasil, que repensem a escolha da cantora Cláudia Leite para ser a madrinha da 11ª Parada LGBT da Bahia. Como muitos sabem e podem verificar em vídeo amplamente divulgado (http://www.youtube.com/watch?v=MPSlSnS9NYk), durante uma entrevista concedida a um programa de TV em rede nacional, Claudia Leitte e seu marido declararam que NÃO gostariam que o filho fosse gay , mas que fosse MACHO (sic), e embora a cantora tenha buscado retratar-se em seu blog (http://blog.claudialeitte.com.br/2008/11/ensaio-sobre-o-oportunismo/), a retratação apenas reafirmou sua posição diante da questão LGBT, o que nos faz ficar certos de que a cantora não tem nenhum envolvimento com a causa LGBT.

Mesmo desde a data do ocorrido, em 2008, até o ano corrente, 2012, nada se viu por parte da cantora com relação à defesa dos direitos da comunidade LGBT, o que corrobora ainda mais nossa posição contrária a sua eleição como madrinha da Parada. E, falando em eleição, gostaríamos aqui de pedir encarecidamente que nós, abaixo-assinados, fôssemos realmente ouvidos nesta questão, uma vez que somos nós, comunidade LGBT, que cotidianamente enfrentamos discriminação, medo e cerceamento a nossos direitos. E somos nós que ,diariamente, fazemos as Paradas serem o que são, bem como somos nós que elegemos e apoiamos nossos representantes, que contam com nossa admiração e luta, e não cantoras que manifestam homofobia e depois acreditam resolver tudo dizendo que foi apenas uma brincadeira, diminuindo ainda mais a importância de palavras ditas por figuras públicas, em mídias de grande alcance, que sabemos o quanto nos tem sido prejudiciais.

Estamos convencidos de que as pessoas podem rever suas crenças, de que podem mudar suas posturas, mas não repentinamente, não sem provas concretas sobre tal mudança e não apenas tentando anular o que disse antes jogando tudo sob a velha desculpa da brincadeira. Claudia Leite, como qualquer outra pessoa pública que tenha revelado homofobia, será muito bem-vinda à comunidade, mas somente depois de se tornar REALMENTE uma aliada. Antes disso, há muitas outras pessoas públicas que se declaram abertamente a nosso favor, por nossos direitos e não deixam de lutar a nosso lado a cada oportunidade e que, por isso, merecem muito mais uma homenagem como a de ser madrinha de uma Parada LGBT.

Solicitamos que a decisão do renomado e importante GGB que luta pela garantia de direitos LGBT no Brasil seja revista para que não reforcemos comportamentos homofóbicos, dilaceradores do convívio social harmonioso, contra o qual tanto lutamos, causador de esmagador sofrimento social, sobretudo quando justifica a violência contra homossexuais que assola e envergonha nosso país, sendo responsável por tanta intolerância, dores, perdas e desagregações familiares.

Solicitamos que elejam como madrinha da 11ª Parada LGBT da Bahia uma pessoa que de fato represente este movimento, cuja figura pública seja agregadora na luta contra o preconceito e a discriminação que tanto sofremos, que seja um ícone para darmos visibilidade a causa na defesa e garantia de direitos civis LGBT, que seja a figura pública solidária do respeito a vida.

E se eu ainda pudesse ter um filho, eu só iria desejar que ele fosse feliz!

Atenciosamente,

Janaina Sant Anna (facebook.com/janainasantanna  e  @janasantanna1)

e abaixo-assinados:

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N21135

Revista Latinoamericana Sexualidad, Salud y Sociedad

Conjunto de artigos e resenhas que exploram diferentes dimensões da sexualidade em contextos sociais marcadamente diversos, com contribuições importantes para a reflexão no plano das políticas públicas de saúde, das teorias médicas e no universo da mídia

http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/SexualidadSaludySociedad