O Paraná vai criar um Conselho Estadual LGBT para tratar de políticas públicas relacionadas a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. O anúncio foi feito pelos secretários da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria Tereza Uille Gomes, e da Saúde, Michele Caputo Neto, durante a abertura da 2ª Conferência Estadual LGBT do Paraná, que começou nesta sexta-feira (7) e vai até sábado, em Curitiba.

A conferência, que reúne cerca de 300 pessoas, debate o tema “Por um estado livre da pobreza e da discriminação: promovendo a cidadania LGBT”. As deliberações serão levadas à conferência nacional, que será realizada no dia 10 de novembro, em Brasília.

A secretária da Justiça, que preside a conferência, disse que o conselho garantirá espaço de representação igualitária, contribuindo para que qualquer pessoa, independente de sua opção sexual ou credo, viva em liberdade num ambiente de fraterno e pacífico.

O secretário Michele Caputo Neto disse que o movimento LGBT tem contribuído para estabelecer avanços na área da saúde e que a secretaria irá trabalhar para colocar em prática as deliberações definidas no encontro.

“A primeira conferência LGBT fez recomendações para a área da saúde que não foram encaminhadas pelo gestor estadual. Isso não irá acontecer neste governo, porque trabalhamos de forma integrada com as demais secretarias e estamos comprometidos com a redução do preconceito e com a melhoria da qualidade de vida de toda população”, disse o secretário da Saúde.

Caputo Neto anunciou que no primeiro orçamento do governo Beto Richa, o de 2012, o Paraná irá cumprir a emenda constitucional 29 e a secretaria terá R$ 340 milhões a mais para aplicar em programas exclusivos de promoção da saúde da população.

A representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Dida Figueredo, informou que o governo federal prepara uma campanha nacional sobre o respeito à diversidade e contra a homofobia, que deverá ser veiculada ainda este ano.

“A criminalização da homofobia é importante, mas também precisamos educar a sociedade contra o preconceito”, disse. Ela informou que o Disque 100, criado para receber denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes, foi ampliado para receber denúncias de violência contra LGBT.

“A secretaria nacional vai utilizar os dados do disque 100 como diagnóstico para dimensionar o problema no país e para subsidiar o desenvolvimento de políticas públicas”, afirmou Dida.

O ativista Toni Reis falou dos avanços do movimento, mas reivindicou que os políticos paranaenses trabalhem para aprovar leis de criminalização da homofobia. Ele também pediu que o governo federal a liberação do kit escolar anti-homofobia.

Também falaram no evento os representantes do segmento lésbicas, Syrdara Mesquita; do segmento trans, Rafaelly Wiest; e do segmento bissexuais, Amauri Ferreira Lopes.

O encontro que reúne 183 delegados, termina no sábado, com a votação de diretrizes e eleição dos delegados estaduais para a conferência nacional.

Fonte: Agência de notícias do Paraná

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