Se para um adolescente, ser gay já é motivo para conflito na família e na escola, ser surdo e gay é ser alvo maior do preconceito. A conclusão está na tese do estudante André Gonçalves da Silva, aluno da Pós-Graduação em Educação Especial da FUNESO, em Olinda.

O estudo chamado de “Desejos e afetividades que não querem calar: o grupo LGBT Surdos de Pernambuco” identificou qual o grau de preconceito que sofrem os surdos gays e apontou soluções em políticas públicas, para que, a partir da escola, e da ação dos professores, essas pessoas sejam respeitadas.

“A partir dos dados analisados, observamos que os discursos homofóbicos dão sustentatibilidade para a existência dos discursos surdofóbicos no contexto familiar e escolar, provocando assim a exclusão do surdo” explica André.

A pesquisa identificou também outro tipo de preconceito, aquele que parte de homossexuais contra os surdos gays. “Igualmente, foi observado que a surdez tem sido fator condicionante para existir homofobia por parte de LGBTs ouvintes contra os LGBTs surdos, o que implica numa guetização mais ampliada desses sujeitos” alerta o pesquisador.

O resultado do trabalho será apresentado no dia 5 de julho, às 9 horas, na Funeso, em Olinda.

Matéria transcrita do site Gay1

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