A psicóloga e missionária (oi?) Rozangela Alves Justino foi punida em 2009 pelo CRP-RJ (Conselho Regional de Psicologia do Rio de janeiro) por oferecer “tratamento de cura a homossexuais”. Obviamente não se pode curar o que não é doença!

A homossexualidade foi desconsiderada como patologia em 1973 pela APA (Associação Americana de Psicologia),  sendo eliminada em 1980 do DSM III (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e em 1990 do CID 10 (Classificação Internacional de Doenças – Organização Mundial de Saúde).

Em 1999 o CFP  (Conselho Regional de Psicologia) publicou a Resolução CFP 01/99 estabelecendo normas e proibindo o profissional psicólogo em atuar em qualquer evento ou serviço que proponha tratamento de cura para a homossexualidade, por entender que a Psicologia deve contribuir para a superação de preconceitos e discriminações.

Parece-me que Rozangela não anda lendo muito nos últimos anos!

Ah, mas ela escreve! Nossa, como ela escreve! E em nome de Deus, porque ela  não é boba de continuar se identificando como psicóloga e receber outra punição, então ela se autodenomina missionária!!!

É só dar uma olhadinha no blog da Rozangela que todos poderão acompanhar o imenso prazer que Rozangela tem em manter sua postura nazista diante dos direitos e demais assuntos relacionados à diversidade sexual.

Ontem fiz questão de assitir on line o reconhecimento da União estável homoafetiva.

Pensei em todo o sofrimento e desrespeito à nossa dignidade, a violação de nossos direitos, a negação de nossa plena cidadania, as cruéis perseguições, os homicídios e suicídios diários, as humilhações que assitimos e sofremos todos os dias nas escolas, nas ruas, nas novelas, nas piadinhas… Obviamente  o reconhecimento da união estável homoafetiva não acabará com tudo isso. Mas é um passo importante para a garantia de direitos humanos fundamentais.

Ontem, a cada voto favorável eu me emocionava, rebobinando minha história , reescrevendo meus passos e me enchendo de coragem e desejo de lutar por espaços que incluam o homem em sua totalidade e abarquem a beleza da  multiplicidade humana.

Ontem, a cada voto favorável, eu lembrava das Rozangelas Justinos e dos Bolsonaros que enfrentamos todos os dias por cometermos o terrível pecado de amar.

E hoje eu postei um comentário singelo na página de Rozangela. Eu poderia ter feito esse comentário de diversas maneiras, mas optei por me orientar pela via do desejo. Será que ela vai publicar ????

Compartilho com vocês o meu comentário:

Rozangela

Desde 2009 conheço seu projeto em tratar a homossexualidade alheia. Venho acompanhando seu blog e me escandalizando com suas tentativas (vãs, diga-se de passagem) em demonizar quem tem coragem e liberdade em lidar com sua sexualidade como bem entender.

Compreendo que a projeção seja um dos mecanismos de defesa mais utilizados quando se trata deste assunto: aquilo que arduamente desejo e não consigo lidar precisa ser massacrado no outro, pois que é insustentável que o outro goze (literalmente) do que em mim é experienciado como sujo. Imagino o quanto deva ser gratificante sexualmente usar toda sua libido durante as postagens: os dedos incessantemente tocando o teclado, o erotismo do brilho da tela, o ato de exibir-se, mostrar-se, abrir-se a tantos de uma só vez… a cada fala, o falo deflora e deflagra seu desejo incontido de penetrar o desejo do outro. É delicioso, não é?

Mas há outras formas, Rozangela! Uma boa psicoterapia poderá ajudá-la a desmascarar sua homofobia e gozar sua sexualidade de forma intensa e feliz.

Afinal de contas, homossexualidade (não é doença e, portanto) não tem cura. Homofobia sim!

Obs: União Estável Homoafetiva: Vai ser difícil dormir essa noite! Toma uma ducha gelada que melhora, querida!

Aguarde o PLC 122


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